Sou técnica de enfermagem desde 1999 e, desde o início da minha trajetória na saúde, o cuidado com as pessoas sempre foi o que mais falou ao meu coração. Ainda assim, por muitos anos, eu sentia que algo faltava. Eu cuidava, mas sabia, lá no fundo, que existia um jeito mais profundo, mais humano e mais completo de estar com o outro — especialmente com as mulheres.
Em 2013, uma pergunta mudou tudo: “Você é doula?”
A partir dali, comecei a me interessar, estudar e, pouco a pouco, a exercer a doulagem, mesmo ainda atuando como técnica de enfermagem. Passei a acompanhar mulheres no ciclo gravídico-puerperal, oferecendo presença, escuta, acolhimento e suporte — inicialmente de forma voluntária, por quase 10 anos.
Foi nesse caminho que eu me encontrei. A doulagem deu nome, sentido e direção àquilo que sempre esteve em mim: o cuidado que vai além do físico, que respeita histórias, emoções, fé, escolhas e o tempo de cada mulher.
Hoje, não me vejo fazendo outra coisa. Ser doula é quem eu sou. Caminhar ao lado das gestantes, oferecer segurança, apoio e amor em um dos momentos mais marcantes da vida é minha missão — e um privilégio que abraço todos os dias.






